PERGUNTAS FREQUENTES
1) O que é a Latitudes Brazilian Coffees?
A Latitudes Brazilian Coffees é uma exportadora de cafés especiais — ARÁBICAS e CANÉFORAS (Robustas Amazônicos) — do Brasil, um país de dimensões continentais, que possui mais de 40 regiões produtoras.
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2) Em quais regiões estão localizadas as fazendas de café?
Em mais de 40 diferentes regiões do Brasil.
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3) Como a Latitudes Brazilian Coffees se posiciona?
A Latitudes Brazilian Coffees é uma “provedora de soluções em cafés especiais”.
Oferecemos:
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Cafés selecionados todos os anos por profissionais da indústria e por campeões.
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Microlotes e nanolotes.
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Cafés de várias fazendas, comércio direto, totalmente rastreáveis.
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Ampla seleção de cafés naturais cereja, secos naturalmente na árvore.
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Cafés “honeys” – Black Honey, Red Honey, Orange Honey, Yellow Honey e White Honey.
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Cafés totalmente lavados.
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Caracolitos (Peaberries).
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“Perfil Secreto” – blends sob medida criados por clientes.
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Projetos especiais com fermentação e leveduras.
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Soluções de embalagem para café: juta, polipropileno e papel, 30 kg ou 59 kg, com liners ou GrainPro.
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4 tipos diferentes de chás da casca do café, com perfis sensoriais distintos.
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Robustas Amazônicos Especiais de Rondônia – cafés pelos quais Edgard se apaixonou em 2019, com perfis incríveis que ele nunca havia provado. Tesouros únicos e raros.
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4) A Latitudes Brazilian Coffees vende para o mercado interno?
Sim. Edgard Bressani participa da comunidade de baristas no Brasil e no mundo desde os primeiros campeonatos. Como Coffee Hunter, viaja em busca de cafés e para visitar fazendas em várias regiões do Brasil. Muitos amigos pedem cafés, e alguns lotes são vendidos para torrefadores brasileiros. Edgard também é autor do livro O Guia do Barista (6ª edição), para baristas e amantes do café.
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5) O Brasil só tem cafés com notas de chocolate e castanha?
Errado! É possível encontrar cafés com pontuações entre 80 e 93 pontos, como em qualquer outro país. O Brasil tem um território enorme, com diferentes regiões, solos, altitudes e latitudes — o que permite produzir cafés incríveis. Temos cafés sustentáveis, orgânicos e com certificação Fair Trade.
6) O Brasil é produtor apenas de café natural?
Errado! O Brasil produz cafés naturais secos na árvore, mas também diversos tipos de honeys e cafés com diferentes fermentações, além dos totalmente lavados, com uma ampla gama de notas sensoriais, como qualquer outra origem. O maior produtor mundial possui uma das produções mais sofisticadas do mundo.
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7) Brasil Santos e Brasil Cerrado
Esses nomes estão caindo em desuso entre torrefadores de cafés especiais. “Santos” é um nome de porto. Antes de 1991, quando as exportações eram controladas, os cafés eram misturados e o sabor de chocolate ficou conhecido como “Brazil Santos”. Já “Brazil Cerrado” é um perfil específico de uma região de Minas Gerais chamada Cerrado.
8) Quantas regiões produtoras de café existem no Brasil?
Mais de 40 regiões diferentes. Com inverno seco em grande parte do território, o Brasil tem vantagem na colheita e no pós-colheita em relação a países com alta umidade nessa época. Lá é comum secar em estufas, enquanto no Brasil se utiliza pátios de cimento, camas africanas e estufas. Secadores mecânicos também são comuns, reduzindo a umidade com calor suave.
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9) As fazendas no Brasil são muito grandes?
Errado! O Brasil tem mais de 300 mil propriedades cafeeiras, e 72% têm menos de 20 hectares. Algumas são grandes ou médias (28%), mas a Latitudes trabalha apenas com pequenas e médias propriedades, pois as grandes costumam exportar diretamente.
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10) Quebrando Paradigmas – Altitudes x Latitudes
Quanto mais longe da linha do Equador, menor a altitude necessária para o cultivo de café. No Brasil, não se planta a 2000m de altitude porque é frio demais. Em regiões como o Paraná, na latitude 23S, as condições ideais já existem a 600m. Em latitudes mais altas (acima de 24), atualmente não é possível cultivar café. Já na Colômbia, como estão perto do Equador, precisam de altitudes maiores.
11) Arábica e Canéfora
As espécies corretas são Canephora e Arábica. Robusta é uma variedade botânica da Canephora. Usar "Arábica e Robusta" está incorreto, pois há outras variedades como o Conilon. Robusta possui vários clones: R03, R15, R25… A produção de Canephoras de qualidade está crescendo, especialmente em locais mais quentes. A Latitudes exporta tanto Arábica quanto Robusta.
12) Quebrando Paradigmas – Arábicas são melhores que Canephoras
Errado! Com colheita seletiva e fermentação especial em Rondônia (Robusta) e Espírito Santo (Conilon), é possível obter cafés incríveis. Todos os anos, a Latitudes exporta Canephoras com notas altas. Você deve provar! Também organizamos visitas às origens produtoras, inclusive à região de Matas de Rondônia.
13) Cafés de certos países são melhores que de outros?
Errado! O café é como o vinho. Todos os países têm potencial para produzir cafés excepcionais. Cada terroir imprime notas sensoriais únicas. O Brasil também produz cafés de 92, 93, 94 pontos, como qualquer outra origem.
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14) Uso da terra no Brasil para produção de café
Graças às pesquisas da Embrapa, IAC, IAPAR, ENCAPER, entre outras, houve uma redução de 55,1% da área cultivada com café, ao mesmo tempo em que a produtividade aumentou mais de 400%, devido às boas práticas agrícolas.
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15) Sustentabilidade – Florestas no Brasil e preservação nas fazendas
O Brasil tem 564.235.949 hectares dedicados à vegetação nativa, o que equivale ao território de 48 países europeus — ou 66,3% do território nacional. Importante lembrar que as propriedades rurais são obrigadas por lei a preservar áreas de vegetação nativa.
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16) Mecanização x Colheita Manual
A colheita manual é a mais comum no Brasil, principalmente nas áreas montanhosas. Onde a topografia permite e o tamanho da fazenda justifica, usa-se máquina. Isso não é um problema. Uma máquina pode substituir o trabalho de 100 pessoas em 3 turnos. As colheitadeiras também permitem colher apenas o topo da árvore (mais exposto ao sol), deixando os frutos do meio e da base para uma segunda ou terceira passada – ideal para honeys e lavados.
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17) Demanda Mundial de Café
A Latitudes projeta que um crescimento de apenas 2% ao ano na demanda exigirá 300 milhões de sacas até 2050. Hoje (2023), o mundo produz 172 milhões de sacas. É fundamental incentivar produtores a continuarem investindo nos cafés especiais, pois o número de cafeterias e pequenas torrefações só cresce — todas em busca de qualidade. Sem esse foco, haverá falta de bons cafés no mercado.